Symfony, Engenharia de Software e Processos Ágeis

Semana passada tive que implementar a toque de caixa um trabalho de Engenharia de Software na Faculdade, a idéia era implementar alguns CRUDS de um sistema de Gestão de Transportes, que os alunos disciplinadamente especificaram, utilizando como processo o acadêmico Práxis.

A escolha da Framework

Claro que inicialmente, eu pensei que iria subir nos trilhos com Rails, mas motivado por um interessante contato com a Cast Informática, decidi investir finalmente no Symfony, uma framework que há muito tempo já estava para dar uma investigada.

Sobre Symfony

O Symfony é uma framework linda, totalmente orientada a objetos, e por isto, suportada apenas pela engine do PHP5.

Ela foi foi muito inteligente em não reiventar a roda e utilizar na camada de negócios, classes estáveis como Propel para ORM e Creole como camada de abstração de dados, algo que CakePHP definitivamente poderia ter feito e por algum motivo não fez.

A parte de autenticação do Symfony é mamão com açucar, como não pensei em algo tão fácil antes, sobre a geracão automática, consegui criar muitos CRUDS apenas com o gerador automático de administração, recurso objetivo e que realmente facilita a vida do programador

Senti falta no Symfony de uma comunidade ativa como do CakePHP, e uma boa documentação, mas ela realmente encanta por querer seguir vida própria, não fica na sombra do Rails como o CakePHP fica. Se gostou da brincadeira, listei algumas boas documentações

  • Primeiro projeto em Symfony - Primeiro passo para quem deseja se iniciar na framework, parece que já existe na versão brazuca.
  • Esse cara criou vários cheat-sheets realmente relevantes para o projeto, não deu para entender porquê não foi incorporado pela documentação oficial.
  • Excelente overview da Framework, mostra todas as características utilizadas pelo Symfony.

Você poderá ver como ficou o trabalho final aqui (user: pedroalves@pucminas.br, senha: pedro) e baixar o código aqui.

Engenharia de Software

Bom, fiquei pensando... com o advento da Internet, e a constante diminuição do Time to market dos projetos, processos classificados como ágeis, tais como como SCRUM, XP e Getting Real têm ganhando cada vez mais espaço, então a pergunta que não pode deixar de ser feita.

Por quê na academia, na disciplina de Engenharia de Software 90% do conteúdo dado é relativo a processo unificado ( leia-se RUP e Práxis)?

Em tempo: empresas como UOL, Globo.com e PowerLogic têm se destacado utilizando metodologias ágeis para grandes projetos.

Também fiquei fazendo essa

Também fiquei fazendo essa pergunta quanto cursei Engenharia de Software. Eu já tinha lido sobre Getting Real e XP e na disciplina tivemos somente uma única aula pra falar das metodologias agéis.

É uma pena que você não vai continuar em BH para ajudarmos a PUC a começar a mudar isso. Boa sorte em SP! Eu estive no Google Dev Day e tive contato com pessoas bem legais do UOL.

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